Quem Somos

O Projeto SAL – Sistema Alimentar Local de Odemira nasce de um sonho partilhado por agricultores, instituições e comunidade: o de produzir e consumir alimentos locais, saborosos, saudáveis e sustentáveis, capazes de nutrir as pessoas e, ao mesmo tempo, regenerar a paisagem, o solo, a água e a vida rural.

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Pretendemos que o SAL seja um projeto de todos e para todos, construído com a participação do maior número possível de parceiros locais.

O projeto nasceu da cooperação entre a Regenerativa Cooperativa Integral CRL e a Câmara Municipal de Odemira, arrancando oficialmente em maio de 2025 com a Fase 0. Atualmente, é implementado pela Regenerativa com cofinanciamento da Câmara Municipal e integra já o consórcio do PROVERE ID Sudoeste, em parceria com a Rota Vicentina. O SAL Odemira mantém-se aberto a novos parceiros que queiram colaborar, apoiar e cofinanciar este caminho comum.

A equipa alargada deste projecto é na Regenerativa é composta por:

André Vizinho – Coordenação do projecto
Ana Pinto Basto – Entrevistas aos agricultores, comunicação e organização eventos
Jorge Gonçalves – Estudo cantinas e coordenação Espaço Nativa


Rebecca Finger – Programação e Web design
Mariana Sobral – Logotipo e Design gráfico

Jana Hertel – Mercearia Nativa

Silvestre Martins – AEC Da Natureza à Mesa e Entrevistas a agricultores
Ana Rita Magalhães – AEC Da Natureza à Mesa, organização eventos e facilitação
Aicha Squalli – AEC Da Natureza à Mesa (24/25) e consultoria pontual
Filipa Curto – AEC Da Natureza à Mesa (24/25) e consultoria pontual
Christine Blaha – AEC Da Natureza à Mesa (substituições)

Ana Gabriel Mendes – Assistente, entrevistas agricultores e co-desenho dos questionários 2025

Diana Luís – Secretariado e administração

Miguel Encarnação – Consultoria pontual
Maria Prieto – Consultoria Nutricionista

Rafaela Leal – Administração cooperativa e articulação com ReRural
Rita Fouto – Articulação com Teia dos empreendedores em 2025

Promotor
Financiamento

A nossa Visão

Como consumidores, queremos encontrar nas mercearias, mercados, restaurantes, cantinas ou grupos de consumo uma oferta maioritariamente composta por produtos locais, biológicos, de agricultura integrada ou regenerativa, saborosos e a preços acessíveis. Queremos ter a certeza de que foram produzidos por agricultores familiares, cooperativas ou empresas agrícolas que praticam condições de trabalho justas e cuidam da água, dos solos e dos ecossistemas.

Como produtores, queremos produzir de forma diversificada e integrada na paisagem, com acesso a um mercado local e regional sólido que valorize os nossos produtos a um preço justo. Desejamos ter apoio na logística e na comercialização, partilhar conhecimentos, beneficiar de inovação e ser respeitados e apoiados pela comunidade. Queremos que os consumidores se interessem pelos nossos produtos e modos de produção, que visitem as quintas e que nos facilitem a vida com melhores soluções de água, composto, logística e licenciamento.

Como instituições, queremos identificar necessidades, aproximar produtores e consumidores e contribuir para a criação de um sistema alimentar local robusto. Onde necessário, queremos apoiar em áreas como a logística, formação, comercialização, sensibilização, planeamento, resolução de conflitos e investimento em infraestruturas estratégicas.

Objetivos

2025/2026

  • Mapear a produção agrícola em São Luís através de entrevistas e, em todo o concelho de Odemira, através de um questionário online;
  • Levantar as necessidades alimentares das cantinas escolares, procurando motivar e apoiar estas instituições para o consumo dos produtos locais e sazonais;
  • Conhecer as necessidades dos restaurantes e do turismo por meio de um questionário online, facilitando a aproximação entre produtores e consumidores;
  • Identificar sinergias entre procura e oferta
    em workshops participativos, identificando e criando soluções práticas e colaborativas;
  • Dar os primeiros passos para a implementação um sistema alimentar local piloto em São Luís,
    testando a articulação entre produção, distribuição e consumo;
  • Ligar escolas, natureza e comunidade
    com o programa Da Natureza para a Mesa, nomeadamente através de hortas escolares e AECs – Actividades de Enriquecimento Curricular.

Objetivos Futuros

O SAL Odemira tem como ambição crescer para além da fase piloto para apoiar a criação de um sistema alimentar local consolidado em todo o concelho, com impacto positivo na economia, na comunidade, na paisagem e no território.

Entre os objetivos futuros destacam-se:

  • Alargar a zona de entrevistas e contactos de proximidade com agricultores a todas as freguesias de Odemira, integrando mais produtores;
  • Articular de forma prática a oferta com a procura, selecionando produtos prioritários, negociando preços justos, desenhando canais de distribuição e iniciando primeiras comercializações estruturadas;
  • Investir nos pilares do Sistema Alimentar Local, desenvolvendo soluções de comercialização, transporte refrigerado, logística, armazenamento, pontos de distribuição e formação identificadas como prioritárias pelos actores-chave;
  • Consolidar a plataforma digital como ferramenta de ligação direta entre agricultores, restauração, turismo, cantinas e consumidores individuais;
  • Promover programas educativos e de literacia alimentar e nutricional, ligando escolas, comunidade e produtores, para formar novas gerações mais conscientes;
  • Comunicar, Envolver, Dar a Conhecer, Inspirar com o projecto SAL Odemira, através de campanhas que envolvam a comunidade, divulguem os produtores e as atividades, e co-criem uma visão positiva e inspiradora para o SAL.
  • Constituir um Conselho Alimentar Local com atores-chave para apoiar decisões estratégicas sobre critérios de produção e direções futuras;
  • Criar e dinamizar Comunidades de Prática, para agricultores de diferentes fileiras (hortícolas, frutícolas, oleaginosas, cereais, pecuária, transformados), incentivando a partilha de desafios, soluções e aprendizagens através de encontros, formações, workshops e visitas técnicas;
  • Caracterizar e planear os recursos hídricos para a conservação e regeneração da água na paisagem, estudando quantidade e qualidade da água para consumo e rega, e propondo soluções para melhorar a gestão hídrica, conciliando a produção alimentar com a regeneração dos ecossistemas.
  • Planeamento agroflorestal regenerativo,  para a prevenção dos incêndios, regeneração dos solos, planeamento da produção alimentar face às necessidades do território, integração dos animais na paisagem, valorização da floresta e protecção das zonas de conservação.
  • Criar um serviço de certificação de produção local e regenerativa, acessível e relevante, que vá ao encontro das necessidades de produtores e consumidores.
  • Atrair novos parceiros e cofinanciadores, consolidando uma rede colaborativa que garanta a sustentabilidade do projeto e permita expandir e replicar o modelo noutros territórios.
  • Conectar e partilhar experiências com outras iniciativas semelhantes de sistemas alimentares locais, aprendendo e inspirando para a criação de sistemas alimentares locais mais justos, resilientes e regenerativos em Portugal e além-fronteiras.